Massoterapia Tântrica para Mulheres

Sou apaixonado pelo meu trabalho. É uma honra. Sempre me contam dos inúmeros desafios (externos e internos), para estarem ali, para ligarem e marcarem uma sessão. A confiança que depositam em mim é pequena frente à confiança que tiveram em si mesmas.

Não é só o corpo massageado nessa técnica, mas o ser mulher, a alma feminina. Usei essa técnica em inúmeras mulheres e é sempre uma percepção e sensação diferente, mesmo para aquelas que retornam. Às vezes a massoterapia trazia alguma sensação ou emoção dolorosa ou mal-resolvida, mas sempre foi logo transcendida. Nessa abordagem e no Tantra a dor é assimilada pelo caminho do prazer.  
Algumas mulheres tiveram sensações de quando eram tocadas enquanto bebês. Sentiam o mesmo toque, o mesmo carinho e amor. Outras sentiam “coisas”, como dizem geralmente, se resolvendo, magoas sumindo, ressentimentos se esvaindo. E têm as que se sentem mais mulheres, femininas, mais belas e radiantes, mais dispostas e revigoradas, essas desabrocham, se abrem a si mesmas, a seus sentimentos, desejos e anseios, se abrem a sua própria vida. Às vezes me sinto um jardineiro vendo uma flor nascer e crescer, desabrochando em toda sua plenitude (perdoem a suposta linguagem poética), mas sempre me emociono de fazer parte desses momentos de pessoas tão maravilhosas, essa massagem é poesia em movimento.

Esse trabalho é especialmente indicado para as mulheres de hoje, que em geral são massacradas em sua personalidade através de preconceitos, proibições, desigualdades, excesso de responsabilidades, que tem de ser cada dia mais duras,  mais masculinas. Seres tão especiais que perderam seu lado sensível, emocional, instintivo, selvagem e, que junto ao par oposto, pode complementar-se e liberar a fêmea aprisionada na jaula do corpo encouraçado.

Para finalizar, senão levo essa digressão a exaustão de quem a ler. Adoro ver, sentir e participar da libertação de um corpo voltando a vibrar e a viver, um coração batendo, um sorriso de êxtase

2 Comentários

  1. Márcia Binkowski
    29 de agosto de 2008, 21:26 h  |  Permalink

    O texto me encantou,pena que estou tão longe(Porto Alegre), mas quem sabe me programo para ir a São Paulo.Muito interessante.

  2. Andréia
    7 de setembro de 2008, 14:58 h  |  Permalink

    Lindo texto!
    Felizardas, as mulheres que se permitem esta experiência!

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