Tenho um poema que diz: “sem seu toque minha pele vira pedra”. Eu estava há alguns dias sem ver minha namorada e sentia sua falta na pele. Esse poema se fez em mim por eu estar afiado com minhas sensações e meu corpo, mas tenho certeza de que como as plantas precisam de água e luz, todas as pessoas precisam de toque e calor, mesmo que não percebam isso.

Muitas pesquisas e experiências comprovam que o toque é fundamental, principalmente para os bebês e o seu completo desenvolvimento, mais importante até que comida. Mas eles não são os únicos que sentem falta de toque. Um corpo adulto que não recebe um toque carinhoso, amoroso, caloroso, aos poucos vai ficando cinza, perdendo brilho (não são metáforas, isso tudo pode ser observado), a pele envelhece mais rápido, e juntamente com essa transformação da pele, vai ocorrendo também a transformação da psique e a pessoa vai aos poucos virando pó, definhando, ficando depressiva, amarga, como as plantas sem água e luz.

Porém, nem todo toque é benéfico. O toque tem de ser inteiro. Quem toca e quem é tocado sentem uma sintonia fina (mas intensa), que só se faz presente quando ambos estão inteiros no momento. Um toque amoroso é a melhor forma de desarmar carrancas stressadas, tensas, de dar novo brilho a corpos sem vida, de revitalizar e tonificar uma pele flácida (dependendo do toque e da intensidade até os músculos se tonificam) . Um toque amoroso constante e bem aceito por quem é tocado é muito mais eficaz que botox.

No corpo e na pele ctocarircula eletricidade, e essa circulação se estimulada destrói radicais livres, dissolve processos psicológicos e emocionais presentes no corpo, aflora sentimentos e sensações. Numa conversa sobre toque com uma moça ela me perguntou: “mas meu namorado me toca muito e eu não sinto nada, por quê?” ela acreditava que, pelo fato do namorado a amar seu toque seria o mais completo, o mais carinhoso. Quem dera fosse assim, casais que se amam verdadeiramente poderiam se tocar mutuamente e teriam uma mágica relação, mas a realidade mostra que não é bem assim. Na maioria das vezes tocam desinteressados, desinteressados do próprio toque, da sensação que surge. É preciso estarem inteiros, presentes no momento e no toque, mas 98% do tempo as pessoas estão fora do momento, estão pensando em contas, jogos, conversas, fofocas, fantasiando. Não digo que em relações com esse tocar precário não aja amor, na maioria há, só não se sabe amar. O amor é melhor percebido e expressado no corpo, nos gestos, na voz e, principalmente, no toque.

Todos têm um parque de diversões natural e sem contra-indicações que é o corpo e não sabem operá-lo, não conseguem brincar. Deveriam existir mais escolas para se aprender a amar, como o Tantra. Amar já foi natural, mas séculos de repressão, julgamentos tornaram o Amar uma coisa difícil, complicada. Tem-se amor, mas não se sabe dar, e nem receber. E amar é tocar profundamente ou Tocar é Amar profundamente.

Essa é a importância do Tantra. Uma escola para aprender a amar. Não é fácil, não é simples, pois se perdeu a simplicidade, a inocência. O trabalho inicial é de muita limpeza da mente, corpo, livrar-se dos preconceitos, crenças, medos, magoas, rancores e etc. só então se pode começar a engatinhar aprendendo a amar. No final, as pessoas, descobrem que podem amar livremente, todos ou ninguém, mas principalmente, descobrem que podem se amar livremente.

Pashupati

Psicólogo formado pela Universidade Federal do Espírito Santo e Psicoterapeuta Corporal Reichiano e Neo-Reichiano. Terapeuta Tântrico certificado em Yoni Massagem, Massagem Tântrica Sensitive, Massagem Tântrica Êxtase Total e G-Spot – método Deva Nishok. Coordenador das Noites de Kali, Cursos de Massagens Tântricas, Pulsação Tântrica e demais Vivências Tântricas. Possui também formação em Renascimento e Terapias Integradas de Respiração. Desde 2007 participa ativamente dos grupos de Tantra do Centro Metamorfose.

Contatos:
E-mail: pashupatitantra@gmail.com
(11) 9279.8977

Um poema meu dizia: “sem seu toque minha pele vira pedra”. Eu estava há alguns dias sem ver minha namorada e sentia sua falta na pele. Esse poema se fez em mim por eu estar afiado com minhas sensações e meu corpo, mas tenho certeza de que como as plantas precisam de água e luz, todas as pessoas precisam de toque e calor.

Muitas pesquisas e experiências comprovam que o toque é fundamental, principalmente para os bebes e o seu completo desenvolvimento, mais importante até que comida. Mas eles não são os únicos que sentem falta de toque. Um corpo adulto que não recebe um toque carinhoso, amoroso, caloroso, aos poucos vai ficando cinza, perdendo brilho (não são metáforas, isso tudo pode ser observado), a pele envelhece mais rápido, e juntamente com essa transformação da pele, vai ocorrendo também a transformação da psique e a pessoa vai aos poucos virando pó, definhando, ficando depressiva, amarga, como as plantas sem água e luz.

Porém nem todo toque é benéfico. O toque tem de ser inteiro. Quem toca e quem é tocado sentem uma sintonia fina (mas intensa), que só se faz presente quando ambos estão inteiros no momento. Um toque amoroso é a melhor forma de desarmar carrancas stressadas, tensas, de dar novo brilho a corpos sem vida, de revitalizar e tonificar uma pele flácida (dependendo do toque e da intensidade até os músculos se tonificam) . Um toque amoroso constante e bem aceito por quem é tocado é muito mais eficaz que botox.

No corpo e na pele circula eletricidade, e essa circulação se estimulada destrói radicais livres, dissolve processos psicológicos e emocionais presentes no corpo, aflora sentimentos e sensações. Numa conversa sobre toque com uma moça ela me perguntou: “mas meu namorado me toca muito e eu não sinto nada, por quê?” ela acreditava que, pelo fato do namorado a amar seu toque seria o mais completo, o mais carinhoso. Quem dera fosse assim, casais que se amam verdadeiramente poderiam se tocar mutuamente e teriam uma mágica relação, mas a realidade mostra que não é bem assim. Na maioria das vezes tocam desinteressados, desinteressados do próprio toque, da sensação que surge. É preciso estarem inteiros, presentes no momento e no toque, mas 98% do tempo desperto as pessoas estão fora do momento, estão pensando em contas, jogos, conversas, fofocas, fantasiando. Não digo que em relações com esse tocar precário não aja amor, na maioria há, só não se sabe amar. O amor é melhor percebido e expressado no corpo, nos gestos, na voz e, principalmente, no toque.

Todos têm um parque de diversões natural e sem contra-indicações que é o corpo e não sabem operá-lo, não conseguem brincar. Deveriam existir mais escolas para se aprender a amar como o Tantra. Amar já foi natural, mas séculos de repressão, julgamentos tornaram o Amar uma coisa difícil, complicada. Tem-se amor, mas não se sabe dar, e nem receber. E amar é tocar profundamente.

Essa é a importância do Tantra. Uma escola para aprender a amar. Não é fácil, não é simples, pois se perdeu a simplicidade, a inocência. O trabalho é de muita limpeza da mente, corpo, livrar-se dos preconceitos, crenças, medos, magoas, rancores e etc. só então se pode começar a engatinhar aprendendo a amar. No final, as pessoas, descobrem que podem amar livremente, todos ou ninguém, mas principalmente, descobrem que podem se amar livremente.